A Pérsia é difícil de controlar. O pêlo na venta e a força imparável é anterior a Alexadre. Daí que os últimos 30 anos de ditadura não tenham sido fáceis de manter para o regime ultraconsevador dos barbudos. Fizeram as mulheres recuar séculos (ou tentaram), calaram todas as vozes não só que apontavam, mas que viviam na modernidade e por aí fora. Fizeram-no como todas as ditaduras, à força de raptos, prisões ilegais e tortura. Ler Persópolis, para entender melhor a coisa.
Entrevistado por uma mulher (bem-feito), na Sic, o vice dos negócios estrangeiros, que tinha vindo visitar a aldeia Tuga em busca de mais dinheiro (também vieste bater a boa porta, vieste...) lá foi respondendo à "incompreensão ocidental do seu povo, nos últimos 30 anos". Interrogado sobre a razão porque permitiam as autoridades que mulheres fossem lapidadas até à morte, o homem lá encolheu os ombros e referiu que os juízes locais "até davam indicações para que a sentença (dada por eles?) não fosse executada. Mas que "era um direito das famílias, por ser crime de honra...". Ficamos sem saber se ele pessoalmente estava de acordo, mas, de certeza, que não era coisa que o chateasse por aí além.
E há outros momentos de grande justiça, basta dar uma vista de olhos pela net...
É por tudo isso que os muitos milhares de manifestantes que arriscaram a vida nas ruas de Teerão significam muito mais do que possa parecer.
Ps: E não haverá um país que apedreje (vá lá, até que lhe venha a razão, pelo menos...) gordos estúpidos que contribuem para a opressão dos seus povos em nome do seu Deus particular?

(É este o pequeno detalhe democrático que não chateia o senhor)

(imagens da versão de "Will & Grace" no Irão)
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